Rede de Glaucia Carvalho

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  1. 24/11/2011
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    Alexei José

    Bom dia Glaucia?
    Minha pergunta é: algum dia não mais terei de vontade de fumar?
    Acho que não. Acho que ela sempre estará a espreita, armando-me arapucas pra que, num vacile, eu caia na armadilha. Que luta. Que luta.
    Olha só: escrevi um livro sobre a saga de um ex-fumante que acaba sendo um pouco da história de todos nós. Ele está na segunda edição e desta vez, lancei-o numa editora independente. Assim, a divulgação fica exclusivamente por minha conta. Nessas, peço-lhe um favor: d~e uma passadinha na editora (no link que colocarei abaixo) e folheie p livro. Vc pode ler as primeira páginas dele no site. Se gostar, ajude-me a divulgar. Se não, diga-me o que achou ruím ou o que não bateu pra eu eu possa mekhorar e assim, de uma forma ou de outra, dar uma ajuda a quem está na mesma trincheira que eu. Que a gente, né.

    Valeu pela força e pela iniciativa do blog. Ele, de fato, ajuda.

    Alexei José

    http://www.clubedeautores.com.br/book/117379–Diario_do_ExFumante

     
  2. 23/11/2011
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    Glaucia Carvalho

    Mesmo desaconselhado, cigarro eletrônico conquista fumantes

    Ele ainda não é muito popular no país, mas já desperta o interesse. O cigarro eletrônico não é nada mais do que um aparelho com o objetivo de simular um cigarro e o ato de fumar

    Ele ainda não é muito popular no país, mas já desperta o interesse de milhares de brasileiros. Também chamado de e-cigarro, e-cig ou e-cigarrette, o cigarro eletrônico não é nada mais do que um aparelho mecânico-eletrônico desenvolvido com o objetivo de simular um cigarro e o ato de fumar.

    O dispositivo, criado por fabricantes chineses, libera doses de nicotina e pode ser recarregado de acordo com o gosto do cliente. Por isso, é apresentado pelos fabricantes como método para ajudar o fumante a largar o vício. Diante das leis cada vez mais rígidas em todo o mundo, que restringem o fumo em locais públicos, também surge como alternativa para o fumante satisfazer sua vontade de fumar ou inalar nicotina em ambientes fechados, já que não tem cheiro e por isso não incomoda os não fumantes.

    Febre na Europa e nos Estados Unidos desde 2009, o e-cigarro ganha a cada dia mais adeptos, incluindo artistas de Hollywood, além de espaço no cinema. O filme “O Turista”, lançado em DVD em maio, atiçou ainda mais a curiosidade acerca do produto. Nele, o personagem interpretado por Johnny Depp faz uso do e-cigarro dentro de um trem, cena que rendeu ao produto o título de “cigarro do turista”.

    Os e-cigs também já foram flagrados nas bocas das atrizes Lindsay Lohan e Katherine Heigl. Charlie Sheen é outro famoso que emprestou a imagem para divulgação do produto. Ele é a cara do cigarro eletrônico NicoSheen. Mas será que o e-cigarro pode ser considerado um medicamento? Ou até que ponto é saudável e quais os efeitos que ele causa no organismo da pessoa? Justamente devido à falta de respostas para essas perguntas, a comercialização e importação do produto são proibidas no Brasil, sendo o uso advertido por especialistas e execrado por diversos órgãos de saúde pública.

    Apesar das advertências, é possível encontrar pessoas que fizeram ou fazem uso dos e-cigs em Niterói. As opiniões variam de acordo com a finalidade que cada uma dá ao produto. Para quem o utiliza como alternativa para suprir a vontade de fumar, especialmente em lugares fechados, o produto é bem aceito. Já para quem o usa com a finalidade de parar de fumar, promessa dos fabricantes, o relato é de decepção.

    O fotógrafo e músico Bruno Sgarbi, 30 anos, fumante há 15, comprou seu primeiro e-cig há cerca de um ano e de lá para cá não parou de experimentar outras marcas e modelos do produto, que custaram de US$ 10 a US$ 200. Ele conta que encontrou o produto por acaso, enquanto navegava pela internet e adquiriu através de sua mãe, quando ela fazia uma viagem aos EUA.

    Bruno revela que seu objetivo não é parar de fumar com os e-cigs, mas utilizá-los em ambientes fechados sem incomodar ninguém.

    “Com ele, posso satisfazer minha necessidade de fumar sem incomodar ninguém, principalmente dentro de casa, ainda mais agora que tive um filho”, salienta.

    Ciente dos estudos que apontaram a presença de componentes químicos tóxicos nos cigarros eletrônicos, Bruno argumenta:

    “O cigarro comum possui mais de 4.700 substâncias tóxicas. Se o eletrônico possui duas ou três substâncias tóxicas, qual é o problema? Além disso, é um negócio, até que se prove o contrário, que você usa e se mata sozinho”, observa.

    Para o músico, a liberação do e-cig nada mais é do que uma questão político-econômica.

    “Tudo bem que não se sabe muita coisa sobre os efeitos do cigarro eletrônico, mas se sabe tanta coisa a respeito do cigarro à base de tabaco e mesmo assim ele é liberado. Acredito que a liberação do e-cigarro traria um impacto para as grandes do tabaco, prejudicando o famoso lobby dessa indústria”, conjectura.

    Mas, para quem pensa que substituir o cigarro pelo e-cigarro instantaneamente é tarefa fácil, engana-se.

    “É outra coisa. Você precisa se adaptar, pois são várias as diferenças e o gosto também varia. Além disso, o cigarro (comum) satisfaz mais rápido e acaba. O eletrônico não, você precisa tragar mais para se satisfazer e depois não joga fora, guarda no bolso”, comenta Bruno, transparecendo aí mais uma vantagem do dispositivo: o benefício ecológico, já que uma guimba de cigarro leva de um a dois anos para se decompor na natureza.

    Trocar um produto pelo outro, no entanto, é a pretensão do também músico e fotógrafo Leonardo Dias, 26 anos, fumante há 13, e usuário do e-cig há cerca de um ano. Ele, aliás, foi apresentado à novidade pelo amigo Bruno.

    “Geralmente, quando saio para beber ainda uso o cigarro comum, mas o meu ideal é parar totalmente de usá-lo, substituindo-o pelo eletrônico. Além de mais barato, meu quarto e roupas ficam fedendo menos a cigarro”, conta.

    E a economia pode ser outra vantagem da novidade. Enquanto o “maço eletrônico” mais barato custa US$ 10 e seu refil (fluído com nicotina) de US$ 15 a US$ 20 e dura meses, o comum custa de R$ 4 a R$ 12, e dependendo da pessoa, não chega a durar um dia.

    Contradições quanto ao uso

    Ao contrário do que divulgam os fabricantes dos e-cigarros, que dizem que as baforadas liberam apenas vapor d’água, análises do governo dos EUA das duas marcas mais vendidas naquele país apontaram a presença de diversos componentes químicos tóxicos, como nitrosamina e dietilenoglicol na fumaça artificial.

    De acordo com a FDA – agência norte-americana que regula medicamentos e alimentos –, responsável pelo estudo realizado em 2009, essas substâncias podem causar câncer e, portanto, podem, sim, fazer mal à saúde.

    A OMS (Organização Mundial da Saúde) se diz contra o dispositivo e já orientou os países signatários a proibir a venda. Nos EUA, porém, a venda dos e-cigs é liberada, exceto em alguns estados. Outros países dividem opiniões acerca deles.

    Pneumologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o médico Ricardo Meirelles é taxativo ao dizer que o produto não é recomendado e lembra o estudo americano.

    “Até agora, o que se sabe é devido ao estudo da FBA. Por isso, até que se tenha um estudo científico que comprove ou não a eficácia desse produto como novo método para se parar de fumar,”, reitera.

    A presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj), Alessandra da Costa, concorda.

    “Nos últimos consensos mundiais para o tratamento do tabagismo, incluindo os consensos brasileiros, o cigarro eletrônico não foi incluído como método efetivo para a cessação do tabagismo”, frisa a médica.

    “Os únicos métodos comprovados na cessação do tabagismo consistem no uso de medicamentos como a bupropiona, a vareniclina e a utilização de nicotina sob a forma de adesivo, pastilha, chiclete e spray, associados à terapia cognitivo-comportamental, fundamental para a mudança de comportamento que a interrupção de qualquer droga exige. Esse tipo de cigarro (eletrônico), além de não ser seguro como os fabricantes afirmam, mantém o ‘gestual’ do fumo. Sem mudança comportamental, dificilmente se alcança a abstinência”, completa.

    Comercialização é vetada pela Anvisa

    A comercialização e importação do produto no Brasil foram oficialmente vetadas em 2009 através de resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União (DOU). Além de proibir a entrada no país de qualquer dispositivo eletrônico de fumar, a RDC 46 se estende aos acessórios e refis destinados ao uso desses dispositivos, assim como a propaganda, a publicidade e a promoção, inclusive na internet, dos mesmos.

    De acordo com a Anvisa, a medida é válida para todo o território nacional e levou em consideração a falta de comprovação científica quanto à eficácia e à segurança do produto, baseando-se, portanto, no princípio da precaução.

    A resolução, no entanto, não descarta a possibilidade de regularização do produto, desde que a empresa fabricante apresente estudos toxicológicos e testes científicos específicos, comprovando as finalidades alegadas.

    Apesar da resolução vigente, contudo, os e-cigarros são facilmente encontrados para venda na internet. Numa breve pesquisa pelo buscador Google, é possível verificar uma infinidade de páginas brasileiras e internacionais destinadas à sua comercialização. Só no site de relacionamento Orkut são vários os perfis de usuários destinados à venda do produto. Neste também é possível encontrar pelo menos 10 comunidades relacionadas ao tema, uma delas com cerca de 700 integrantes.

    O que diz a Lei:

    Para o jurista Jorge Loretti, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Niterói, a lei deve ser interpretada à vista do caso concreto, sendo assim, a aplicação ou não das sanções punitivas previstas no texto proibitivo específico, nesses casos, fica a cargo dos tribunais e da hermenêutica.

    “A lei visa preservar a coletividade, os efeitos que o produto pode causar, já que não há estudos específicos. Portanto, ao usar esse tipo de dispositivo dentro de um ambiente fechado, por exemplo, a pessoa pode até ser punida, mas ao mesmo tempo pode alegar que ele não possui os mesmos efeitos do cigarro comum e por isso a aplicação da lei não é válida. Ou seja, para aplicar os efeitos legais que restringe o uso do cigarro tradicional, é preciso que o eletrônico tenha os mesmos efeitos nocivos. A conclusão será do juiz a partir de perícia e análises técnicas”, explica o advogado.

    fonte: http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/o-flu-revista/faz-bem-ou-faz-mal

     
  3. 22/11/2011
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    Glaucia Carvalho

    A genética desempenha um papel significativo no tabagismo, de acordo com um estudo liderado pela Universidade do Colorado em Boulder (EUA)

    Os pesquisadores analisaram um banco de dados de quase 600 pares de gêmeos - algumas idênticas, alguns bivitelinas - sobre os seus hábitos de fumar entre 1960 e 1980. Entre os gêmeos idênticos, se um parar de fumar, o outro também para dentro de dois anos em 65% dos casos. Entre os gêmeos fraternos, ocorreu em 55% dos casos.

    “O fato genético favorece mais os gêmeos univitelinos, pois eles tem os mesmos genes. E essas influências genéticas são mais fortes agora do que no passado” disse o professor de sociologia Fred Pampel.

    O estudo será publicado na edição de novembro da revista Demography. CU professor adjunto Jason Boardman e doutorando Casey Blalock liderou o esforço, que foi co-autoria com Pampel, Peter Hatemi da Penn State University, Andrew Heath, da Universidade Washington em St. Louis e Lindon Eaves do Medical College of Virginia.

    ”Na década de 1970, enquanto os governos começaram a promulgação de leis e impostos destinados a lutar contra o tabagismo, a população de fumantes mudou. Tornaram-se socialmente menos aceitos. Agora a população é muito mais composta por pessoas geneticamente sensíveis que tem dificuldade em parar de fumar” disse o professor Jason Boardman.

    Os pesquisadores afirmam também que as medidas que se mostraram eficazes em reduzir o tabagismo nas últimas décadas, podem ser menos eficazes entre os fumantes de hoje que enfrentam barreiras genéticas.

    Por Kevin Simpson / The Denver Post

    Fonte: http://www.vizinhosdeutero.com.br/2011/11/tabagismo-ii.html

     
  4. 21/11/2011
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    Glaucia Carvalho

    Fabricante de cigarro quer abrir processo contra lei australiana

    A fabricante de cigarros Philip Morris quer processar o governo da Austrália por conta da introdução de uma lei, aprovada nesta segunda-feira pelo Parlamento, que proíbe a impressão da logomarca ou mesmo do nome do cigarro nos maços.

    Em vez disso, os pacotes de cigarros deverão trazer, a partir do mês que vem, fotos e mensagens de advertência sobre os efeitos nocivos do cigarro.

    A Philip Morris alega que banir sua marca dos maços afetará seus lucros e fará com que o mercado seja inundado por marcas piratas de cigarro. A empresa alega também que a lei australiana fere um tratado bilateral de investimentos.

    Em contrapartida, o governo australiano afirmou que a lei ”é uma das mais oportunas medidas de saúde pública da história da Austrália”.

    Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2011/11/111121_cigarro_australia_pai_rn.shtml

     
  5. 21/11/2011
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    Glaucia Carvalho

    Programa de controle do Tabagismo será implantado em mais três postos de saúde

    RESENDE

    O número de grupos do Programa de controle do Tabagismo, desenvolvido desde abril do ano passado no município, será ampliado com a inclusão do projeto nas unidades de saúde do Surubi Velho, Novo Surubi e na Itapuca. As inscrições para as 60 vagas, que vão compor os novos grupos, já estão abertas nos respectivos postos de saúde. Um novo grupo formado por 25 pessoas iniciou o tratamento na sexta-feira, no Posto de Saúde do Manejo.

    Segundo a coordenadora do Programa de Tabagismo, Sônia Cardoso Moreira Garcia, o programa oferece tratamento às pessoas que querem se libertar do vício do cigarro. Ela conta que o tratamento está sendo implantado em várias unidades de saúde do município. “Aos poucos, este serviço da Prefeitura está chegando a todas as unidades de saúde de Resende, fazendo com que um universo cada vez maior de cidadãos seja beneficiado por esta ação preventiva de grande importância na área da saúde pública”, informou a coordenadora, acrescentando que o Programa de Tabagismo já atendeu cerca de 1.800 pessoas. “A taxa de sucesso do tratamento, ou seja, o número de dependentes que conseguiram se libertar do vício, se aproxima de 80% dos pacientes atendidos. Atualmente, cerca de 240 pessoas estão em tratamento para deixar o vício do cigarro”, comenta.

    Sônia explica que cada usuário em tratamento passa por várias etapas, entre elas a de verificação do grau de dependência em relação à nicotina. “A partir deste dado, é feito um plano de tratamento que atenderá o paciente. O plano poderá ser alterado de acordo com a necessidade de cada pessoa”, explica a coordenadora, ressaltando que ao iniciar o tratamento, todo usuário do programa passa por uma avaliação do Programa de Saúde Bucal da Prefeitura e também recebem orientações sobre o assunto. “O tratamento dura três meses, período em que, além de sessões de terapia, os usuários recebem adesivos e gomas de mascar (repositores de nicotina). Se houver necessidade, o médico do posto faz também prescrição de medicamento para diminuir a ansiedade e aliviar os sintomas da síndrome de abstinência. Os medicamentos são gratuitos, enviados pelo Ministério da Saúde e, a partir deste ano, já vêm em nome do paciente”, informa a coordenadora.

    Quem estiver interessado em iniciar o tratamento pode procurar uma unidade de saúde em seu bairro. “Caso não haja vaga, a pessoa aguarda em uma fila de espera, que demora no máximo um mês, já que no segundo mês os pacientes em tratamento entram no programa de manutenção e novas vagas são abertas. Em cada unidade, as reuniões dos grupos acontecem em horários diferenciados, que são informados no local. Cada grupo reúne em média 15 pacientes”, completa.

    Fonte: http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=3&cod=9159